terça-feira, 24 de outubro de 2023

Os Dois Ofícios Bíblicos: Presbíteros e Diáconos

Comparar o ofício de diácono ao de presbítero nos ajudará a responder essas questões. Os líderes espirituais primários de uma congregação são os presbíteros, os quais são também chamados bispos ou pastores no Novo Testamento. Presbíteros ensinam ou pregam a Palavra e pastoreiam as almas daqueles que estão sob seus cuidados (Ef 4.11; 1Tm 3.2; 5.17; Tt 1.9; Hb 13.17). Os diáconos também possuem uma função crucial na vida e saúde da igreja local, mas a sua função é diferente daquela dos presbíteros. O papel bíblico dos diáconos é cuidar das necessidades físicas e logísticas da igreja, de modo que os presbíteros possam se concentrar no seu chamado primário.

 

Essa distinção é baseada no padrão encontrado em Atos 6.1-6. Os apóstolos eram devotados “à oração e ao ministério da palavra” (v. 4). Uma vez que esse era o seu chamado primário, sete homens foram escolhidos para lidar com assuntos mais práticos, de modo a dar aos apóstolos a liberdade para continuarem a sua obra.

 

Essa divisão de trabalho é semelhante à que vemos com os ofícios de presbítero e diácono. Como os apóstolos, a função primária dos presbíteros é pregar a Palavra de Deus. Como os sete, os diáconos servem a congregação em todas as necessidades práticas que possam surgir.

 

As Qualificações dos Diáconos

 

A única passagem que menciona as qualificações para os diáconos é 1Timóteo 3.8-13. Nessa passagem, Paulo apresenta uma lista oficial, porém não exaustiva, dos requerimentos para os diáconos.

 

As similaridades entre as qualificações para diáconos e presbíteros/bispos em 1Timóteo 3 são notáveis. Assim como as qualificações para os presbíteros, um diácono não pode ser dado ao vinho (v. 3), avarento (v. 3), irrepreensível (v. 2; Tt 1.6), marido de uma só mulher (v. 2), e um hábil governante de seus filhos e de sua casa (vv. 4-5). Além disso, o foco das qualificações é o caráter moral da pessoa que há de preencher o ofício: um diácono deve ser maduro e acima de reprovação. A principal diferença entre um presbítero e um diácono é uma diferença de dons e chamado, não de caráter.

 

Paulo identifica nove qualificações para os diáconos em 1Timóteo 3.8-12:

 

Respeitáveis (v. 8): Esse termo normalmente se refere a algo que é honorável, digno, estimado, nobre, e está diretamente relacionado a “irrepreensível”, que é dado como uma qualificação para os presbíteros (1 Tm 3.2).

De uma só palavra (v. 8): Aqueles que têm a língua dobre dizem uma coisa a certas pessoas, mas depois dizem algo diferente a outras, ou dizem uma coisa, mas querem dizer outra. Eles têm duas faces e são insinceros. As suas palavras não podem ser confiadas, então eles carecem de credibilidade.

Não inclinados a muito vinho (v. 8): Um homem é desqualificado para o ofício de diácono se for viciado em vinho ou outra bebida forte. Tal pessoa carece de domínio próprio e é indisciplinada.

Não cobiçosos de sórdida ganância (v. 8): Se uma pessoa ama o dinheiro, não está qualificado para ser um diácono, especialmente porque os diáconos com freqüência lidam com questões financeiras da igreja.

Sólidos na fé e na vida (v. 9): Paulo também indica que um diácono deve “conservar o mistério da fé com a consciência limpa”. A expressão “o mistério da fé” é simplesmente um modo de Paulo falar do evangelho (cf. 1Tm 3.16). Conseqüentemente, essa afirmação se refere à necessidade de os diáconos manterem-se firmes no verdadeiro evangelho, e não oscilantes. Contudo, essa qualificação não envolve apenas as crenças de alguém, pois o diácono também deve manter essas crenças “com a consciência limpa”. Isto é, o comportamento de um diácono deve ser consistente com suas crenças.

Irrepreensíveis (v. 10): Paulo escreve que os diáconos devem ser “primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato” (v. 10). “Irrepreensíveis” é um termo genérico, que se refere ao caráter geral de uma pessoa. Embora Paulo não especifique que tipo de teste deve ser feito, no mínimo, deve-se examinar a vida pessoal, a reputação e as posições teológicas do candidato. Mais do que isso, a congregação não deveria examinar apenas a maturidade moral, espiritual e doutrinária do diácono em potencial, mas deveria também considerar o histórico de serviço da pessoa na igreja.

Esposa piedosa (v. 11): É discutível se o versículo 11 se refere à esposa do diácono ou a uma diaconisa. No que interessa a esta discussão, vamos assumir que o versículo esteja falando das qualificações da esposa de um diácono. De acordo com Paulo, as esposas dos diáconos devem ser “respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo” (v. 11). Como o seu marido, a esposa deve ser respeitável ou honorável. Em segundo lugar, ela não deve ser maldizente, uma pessoa que espalha fofocas. A esposa de um diácono deve também ser temperante ou sóbria. Isso é, ela deve ser apta a fazer bons julgamentos e não deve estar envolvidas em coisas que possam embaraçar tal julgamento. Por fim, ela deve ser “fiel em todas as coisas” (cf. 1Tm 5.10). Esse é um requerimento genérico que funciona semelhantemente ao requerimento para que os presbíteros e diáconos sejam “irrepreensíveis” (1Tm 3.2; Tt 1.6; 1Tm 3.10).

Marido de uma só mulher (v. 12): A melhor interpretação dessa passagem difícil consiste em entendê-la como a fidelidade do marido para com sua esposa. Ele deve ser “um homem de uma única mulher”. Isso é, não deve haver qualquer outra mulher em sua vida com a qual ele se relacione em intimidade, seja emocionalmente, seja fisicamente.

Governe bem seus filhos e a própria casa (v. 12): Um diácono deve ser o líder espiritual de sua esposa e filhos.

De modo geral, se uma qualificação moral é listada para presbíteros, mas não para diáconos, aquela qualificação ainda se aplica a estes. O mesmo ocorre para aquelas qualificações listadas para diáconos, mas não para presbíteros. Por exemplo, um diácono deve ser um homem de “uma só palavra” (v. 8). Paulo não afirma explicitamente o mesmo acerca dos presbíteros, mas não há dúvida de que tal se aplica a eles, uma vez que Paulo disse que os presbíteros devem ser “irrepreensíveis”, o que incluiria essa injunção.

 

Ainda assim, nós deveríamos observar as diferenças nas qualificações, uma vez que ou elas significam um traço peculiarmente adequado ao oficial para que cumpra seus deveres, ou são algo que era problemático no lugar para onde Paulo escreveu (no caso, Éfeso). Isso deve ficar mais claro à medida que passemos a considerar as responsabilidades de um diácono.

 

As Responsabilidades dos Diáconos

 

Se o ofício de presbítero é freqüentemente ignorado na igreja moderna, o ofício de diácono é freqüentemente mal-entendido. Conforme o Novo Testamento, a função do diácono é, principalmente, ser um servo. A igreja precisa de diáconos para proverem suporte logístico e material, de modo que os presbíteros possam focar na Palavra de Deus e na oração.

 

O Novo Testamento não nos dá muita informação acerca do papel dos diáconos. Os requerimentos dados em 1Timóteo 3.8-12 focam no caráter e na vida familiar do diácono. Existem, contudo, algumas dicas quanto à função dos diáconos quando os requerimentos são comparados àqueles dos presbíteros. Embora muitas das qualificações sejam as mesmas ou muito similares, há algumas notáveis diferenças.

 

Talvez a distinção mais perceptível entre presbíteros e diáconos seja que os diáconos não precisam ser “aptos a ensinar” (1Tm 3.2). Diáconos são chamados a “conservar” a fé com uma consciência limpa, mas não são chamados a “ensinar” aquela fé (1Tm 3.9). Isso sugere que os diáconos não têm um papel de ensino oficial na igreja.

 

Como os presbíteros, os diáconos devem governar bem sua casa e seus filhos (1Tm 3.4, 12). Porém, ao referir-se aos diáconos, Paulo omite a seção na qual compara governar a própria casa a cuidar da igreja de Deus (1Tm 3.5). O motivo dessa omissão é, mais provavelmente, devido ao fato de que aos diáconos não é dada uma posição de liderança ou governo na igreja – essa função pertence aos presbíteros.

 

Embora Paulo indique que um indivíduo deva ser testado antes de poder exercer o ofício de diácono (1Tm 3.10), o requerimento de que ele não seja um neófito não está incluso. Paulo observa que, se um diácono for um recém convertido, pode ocorrer que ele “se ensorbebeça e incorra na condenação do diabo” (1Tm 3.6). Uma implicação dessa diferença poderia ser que aqueles que exercem o ofício de presbítero são mais suscetíveis ao orgulho porque possuem liderança sobre a igreja. Ao contrário, não é tão provável que um diácono, o qual se acha mais em um papel de servo, caia no mesmo pecado. Finalmente, o título de “bispo” (1Tm 3.2) implica a supervisão geral do bem-estar espiritual da congregação, ao passo que o título “diácono” implica alguém que possui um ministério orientado para o serviço.

 

Além do que podemos vislumbrar dessas diferenças nas qualificações, a Bíblia não indica claramente a função dos diáconos. Contudo, baseado no padrão estabelecido em Atos 6, com os apóstolos e os Sete, parece melhor enxergar os diáconos como servos que fazem o que for necessário para permitir que os presbíteros cumpram o seu chamado divino de pastorear e ensinar a igreja. Assim como os apóstolos delegaram responsabilidades administrativas aos Sete, também os presbíteros devem delegar certas responsabilidades aos diáconos, de modo que os presbíteros possam focar os seus esforços em outras atividades. Como resultado, cada igreja local é livre para definir as tarefas dos diáconos conforme as suas necessidades particulares.

 

Quais são alguns deveres pelos quais os diáconos devem ser responsáveis hoje? Eles poderiam ser responsáveis por qualquer coisa que não seja relacionada ao ensino e ao pastoreio da igreja. Tais deveres poderiam incluir:

 

Instalações: Os diáconos poderiam ser responsáveis por administrar a propriedade da igreja. Isso incluiria assegurar que o lugar de culto esteja preparado para a reunião de adoração, limpá-lo, ou administrar o sistema de som.

Benevolência: Semelhante ao que ocorreu em Atos 6.1-6 com a distribuição diária em favor das viúvas, os diáconos podem estar envolvidos em administrar fundos ou outras formas de assistência aos necessitados.

Finanças: Enquanto os presbíteros deveriam, provavelmente, supervisionar as questões financeiras da igreja (At 11.30), pode-se deixar apropriadamente que os diáconos lidem com as questões cotidianas. Isso incluiria coletar e contar as ofertas, manter registros, e assim por diante.

Introduções: Os diáconos poderiam ser responsáveis por distribuir boletins, acomodar a congregação nos assentos ou preparar os elementos para a comunhão.

Logística: Os diáconos deveriam estar prontos a ajudar em uma variedade de modos, de modo que os presbíteros possam se concentrar no ensino e no pastoreio da igreja.

 

Conclusão

Ao passo que a Bíblia encarrega os presbíteros das tarefas de ensinar e liderar a igreja, o papel dos diáconos é mais orientado ao serviço. Isso é, eles devem cuidar das preocupações físicas ou temporais da igreja. Ao lidarem com tais questões, os diáconos liberam os presbíteros para que foquem no pastoreio das necessidades espirituais da congregação.

 

Contudo, embora os diáconos não sejam os líderes espirituais da congregação, o seu caráter é da maior importância, motivo pelo qual deveriam ser examinados e apresentar as qualificações bíblicas arroladas em 1Timóteo 3. Laguna SC 24/10/2023

Gercino M Araujo

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

O jejum

O jejum na Bíblia possui uma importância espiritual muito grande no desenvolvimento da fé e na revelação do projeto e direção de Deus na vida dos homens e mulheres que o Senhor usou para escrever a história do seu povo. Fica nítido que não foi por sua capacidade pessoal que eles alcançaram o sucesso, mas sim, por sua sensibilidade ao jejum e oração na maioria dos casos.

O que a Bíblia diz sobre Jejum

Na Bíblia o jejum não aparece como um mandamento, mas é assumido como prática normal do cristão. Deve ser voltado para Deus, não para o reconhecimento dos outros.

 Jejuar é não comer e/ou não beber durante um certo período de tempo. Também pode ser acompanhado por outros atos de renúncia, como abstinência de relações sexuais (1 Coríntios 7:5). O jejum aparece na Bíblia como uma coisa boa, ligada sempre à oração.

 Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio.

- 1 Coríntios 7:5

 Motivo para o cristão jejuar

Um dos motivos principais é para se sentir que é de Deus. Não tem de ser um jejum muito longo nem uma prática regular. O importante é seguir a direção de Deus e aproveitar o tempo para orar. Você não deve jejuar só por se sentir pressionado ou para parecer religioso. Deus não quer isso. O jejum deve ser uma coisa privada, só conte se for preciso (Mateus 6:16-18).

 16. “Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa.

17. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto,

18. para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.

- Mateus 6:16-18

 Para que serve o jejum

1. Para ficar mais próximo de Deus

Esta é a razão principal para jejuar, todas as outras são secundárias (Zacarias 7:5). Jejuar é uma forma de adorar a Deus e de o escutar melhor.

2. Para se controlar

Desfrutar da comida é bom, mas não devemos ser dominados por ela (1 Coríntios 6:12). Jejuar ajuda a pôr o corpo debaixo da autoridade de Deus.

 3. Para libertação e milagres

Jejuar e orar ajudam a vencer batalhas espirituais, porque aprendemos a confiar e depender mais de Deus. Por exemplo, Ester, antes de falar com o rei para resolver um problema que parecia impossível, convocou um jejum de três dias (Ester 4:15-17).

 4. Para obter respostas

Em Atos do Apóstolos 13:2-3, Deus falou com as pessoas enquanto jejuavam. Quando jejuamos e oramos Deus pode revelar-nos coisas úteis ou importantes.

 5. Para mostrar tristeza e arrependimento

Quando o povo de Nínive ouviu o profeta Jonas e se arrependeu, foi proclamado um jejum para pedir perdão a Deus e consertar as coisas (Jonas 3:5-9).

 O que diz a Bíblia sobre a forma de jejuar

A Bíblia dá exemplos de três tipos de jejum:

 Jejum normal: não comer nada, só beber água. Este é o tipo de jejum mais convencional. Parece ser este tipo que Jesus fez no deserto por 40 dias (Mateus 4:1-2 diz que não comeu e que teve fome, não que teve sede).

Jejum total: este é o mais radical, que só aconteceu em situações extremas, como o caso de Ester, e nunca por mais de três dias.

Jejum parcial: durante três semanas Daniel não tomou vinho, carne ou coisas saborosas (Daniel 10:2-3). É o mais recomendado para pessoas com algum impedimento para fazer um jejum normal, como trabalho muito pesado ou problemas de saúde.

Laguna 18 de setembro 2023 Gercino .M.Araujo

 

 

 

 

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Orando e confiando em Deus

Orando e confiando em Deus

1)    “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7). VERDADE PRÁTICA

Confiar em Deus é estar convicto de que Ele está no comando de todas as coisas.

Sl 34.8 – Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; O homem que confia no Senhor é bem-aventurado.

2)    l 37.3) Confiar no Senhor -e praticar o bem, habita na terra e alimenta-se da verdade.

 Pv 3.5) Confia no Senhor de todo o teu coração e não Te estribes no teu próprio conhecimento

3) Pv 28.25 O homem que confia no Senhor prosperará

 4)Jr 17.5-7 Maldito aquele que confia no homem e se aparta do Senhor

Sl 125.1 Os que confiam no Senhor não se abalam

 Salmos 37.3-8.

3 – Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado.

4 – Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração.

5 – Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.

6 – E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia.

 7 – Descansa no SENHOR e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.

 8 – Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Como era a Igreja na época de Atos dos Apóstolos?

Atos 2:41 – “Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele

dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas”. 42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, e no partir do pão e nas orações. 43 – Em cada um havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. 44 – “Os que criam mantinham-se unidos e tinham

tudo em comum”. 45 - Vendiam as suas e bens, distribuindo o produto entre todos os, à medida que alguém tinha necessidade. 46 – Diariamente perseveravam   unânime no templo, partiam o pão de casa em casa, tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,  47:- “...louvando a Deus, tendo a simpatia de todo o povo.

E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos”.

 Atos 4: 4 – Mas muitos dos que tinham ouvido a mensagem creram,

chegando o número dos homens que creram a perto de cinco mil”.

Atos 4:32 – “Da multidão dos que creram, uma era a mente e

um o coração”.

 Nós sempre ouvimos no nosso meio, que não pertencemos a uma

denominação, não temos uma sede aqui na terra, mas temos o

nosso início e base no dia de Pentecostes, em Atos dos Apóstolos.

Sendo assim, o que aconteceu com o passar dos anos, que não temos nenhuma semelhança com a época de que falamos com orgulho que é a

nossa origem e base?

Como na Europa, chegou aqui no Brasil, um grande esfriamento

 A urgência de um Avivamento! Espiritual; igrejas que eram numerosas, hoje fechando, ou até dando eco nos prédios, por tão poucos membros e pessoas assistindo aos cultos e pregação do Evangelho, e uma insensibilidade às jovens ovelhas que se desviaram, faltam pastores no nosso meio, que se dedicam a alimentar e apascentar as ovelhas que Deus deu à igreja para serem cuidadas e apascentadas.

Cremos, que para voltarmos às nossas origens, Deus terá que realizar um grande avivamento no nosso meio, para nos despertar do sono,

da comodidade, e do materialismo que tem invadido nossas igrejas locais.

Avivamento é uma obra que Deus terá que realizar em seu povo, com uma

nova vivificação, e um retorno ao primeiro amor e ao caminho que, com o

passar dos anos, foi perdido ou esquecido, talvez até por comodismo por

parte da liderança das igrejas locais, esquecendo que foi o próprio Salvador, após Sua ressurreição, por ocasião da restauração de Pedro, que

passa às lideranças das igrejas – “Cuide, pastoreie minhas ovelhas”. Jo

21:15-17.

Avivamento é desfrutar, como outrora, da intimidade com Deus, é

termos aquele desejo de nos reunirmos com o povo de Deus a fim de adorarmos o único que é digno do nosso louvor e adoração. O Avivamento é

uma mudança radical de Deus realizada no homem, e não um evento produzido pelo homem.

Será que esses princípios mudaram, e por quê? Para dar lugar a vaidade, satisfazer os desejos pessoais que não acrescenta em nada; muito pelo contrário: a partir de agora, vamos ouvir grande absurdos sobre a verdade do evangelho, Que atitude tomar, vamos nos esconder; vamos estudar a Bíblia, para encontrar nossa posição e defender com convicção a nossa fé.

                                                                                                                                                         

                                                                                                                                          Laguna SC

Gercino 16/08/2023

Revista IDE

 

 

                                    

quarta-feira, 28 de junho de 2023

O Inferno. existe?

O que a Bíblia ensina a esse respeito?

Há séculos, cristãos têm pregado sobre um inferno de fogo queimando continuamente e alguns têm uma imaginação fértil ao retratar horríveis descrições de pessoas sofrendo enorme dor sem terem, ao menos, a misericordiosa possibilidade de morrer. O resultado é que alguns ficam apavorados e seguem a Deus por medo, enquanto outros se afastam dEle completamente. O que a Bíblia realmente ensina sobre o inferno?

 Primeiro, as Escrituras falam sobre o inferno. Porém, precisamos “ouvir” as Escrituras em seus próprios termos. Quando Jesus falou sobre o inferno, estava Se referindo à punição para pecadores não arrependidos. Uma punição que terminará em fogo eterno e destruição (João 3:16; Mateus 7:13, 14; 25:31, 32, 41). Destruição/fogo eterno é um evento futuro relacionado com a segunda vinda de Cristo. Então “inferno” é algo que ainda está por vir.

 Segundo alguns tradutores da Bíblia têm traduzido várias palavras, que possuem na realidade outros significados, como sendo “inferno”.

 O termo hebraico sheol e seu correlativo no grego hades significam o lugar dos mortos que estão na sepultura. Veja o uso do termo nos seguintes casos. Jacó esperava descer ao sheol – sepultura, junto com seu filho José. Ele não esperava que seu amado filho estivesse no inferno, ou que ele mesmo fosse para lá (Gênesis 37:35). Deus faz descer à sepultura e faz subir de lá (I Samuel 2:6). Isto não se encaixa com o pensamento cristão popular sobre o inferno. No sheol – sepultura – não há atividade, planos e nenhum conhecimento (Eclesiastes 9:10). Não há fogo nem tormento. O justo e o injusto são encontrados lá. No hades há deterioração. Jesus foi a exceção (Atos 2:27, 31). Sheol e hades são, portanto, o lugar dos mortos e não o inferno.

 “Lançar no inferno” aparece somente em 2 Pedro 2:4 e se refere ao domicílio dos anjos caídos. O termo não é usado para descrever o lugar dos mortos ou um inferno no qual pessoas são lançadas após a morte.

 Gehenna é o inferno sobre o qual Jesus falou. Esse é o lugar de punição do injusto, também associado com fogo (Marcos 9:43). Esse fogo virá no fim dos tempos com um juízo divino contra o pecado, pecadores e Satanás (Mateus 25:41). Até lá, os mortos “dormem” em suas sepulturas. Apocalipse 20:9, 10 e 15 fala sobre o lago de fogo no qual, depois do milênio, os injustos são queimados. Considerando que gehenna está relacionado com fogo e é um evento futuro associado com um julgamento, o melhor é entender o inferno no contexto de Apocalipse 20. Este é o inferno do qual Jesus nos advertiu.

 Terceiro, durará o futuro inferno “para todo o sempre?” (Apocalipse 20:10 – NVI). O significado do termo para sempre/eterno/eternidade usado nas Escrituras é muito mais amplo do que entendemos. Pode descrever: (a) alguma coisa ou alguém existindo sem um início ou sem um fim (em conexão com Deus); (b) alguma coisa ou alguém com um início, mas sem um fim (a vida eterna dos redimidos, ver João 5:24; Apocalipse 21:3, 4); e (c) alguma coisa ou alguém com início e com um fim no sentido de “por algum tempo” (Êxodo 21:5, 6; Jonas 1:17; 2:6). Em relação ao termo inferno, a expressão para todo o sempre deve ser compreendida de acordo com o terceiro caso. Por quê? Embora o injusto sofra o inferno por um limitado período de tempo, seu resultado é eterno. O fogo os “devora” (Apocalipse 10:9). Essa é a segunda morte (Apocalipse 20:14, 15). O inextinguível fogo de Mateus 3:12 não pode ser extinto até que seu trabalho esteja completo e tudo seja queimado (Mateus 13:40-42; Jeremias 17:27).

 Finalmente, a vida eterna está disponível somente para os que pertencem a Jesus, e não para aqueles que fizeram uma decisão contra Ele e Deus. Além disso, Satanás também será destruído e eliminado completamente no fogo do inferno (Mateus 25:41; Apocalipse 20:10).

 Assim, as Escrituras falam sobre o inferno, mas isto está ainda no futuro e terá duração limitada. Deus não é tirano. Pelo contrário, Ele é um Deus de amor e justiça e em Seu reino não haverá mais sofrimento, dor, tristeza ou morte (Apocalipse 21:3, 4).

 Laguna 27/06/2023

Gercino M. Araujo

 

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Vasos Quebrados Pedras Vivas

Em pedaços minha alma estava

Mas por Sua graça, refeito sou

Sem nada em troca, fui resgatado

Me libertou, me libertou

 

Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 

Agora posso ver

Posso ver seus olhos de amor

Pra que eu possa viver

Sua vida Ele entregou

 

Remover anúncios

Mesmo com falhas e com fraquezas

O Teu tesouro em mim está

Minha vida entrego, serei Teu vaso

Pro mundo ver o Teu poder


 Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 

Agora posso ver

Posso ver seus olhos de amor

Pra que eu possa viver

Sua vida Ele entregou

 

Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 


Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 

Em pedaços minha alma estava

Mas por Sua graça, refeito sou

Sem nada em troca, fui resgatado

Me libertou, me libertou

 

Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 

Agora posso ver

Posso ver seus olhos de amor

Pra que eu possa viver

Sua vida Ele entregou

 

 

Remover anúncios

Mesmo com falhas e com fraquezas

O Teu tesouro em mim está

Minha vida entrego, serei Teu vaso

Pro mundo ver o Teu poder

 

Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 

Agora posso ver

Posso ver seus olhos de amor

Pra que eu possa viver

Sua vida Ele entregou

 

Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

 

Sublime graça, doce o som, que salva o pecador

Fui cego e agora, posso ver, perdido e me encontrou

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Pela Graça Sois Salvos

 Pela Graça Sois Salvos, Por Meio da Fé: O Que Isso Significa?

A declaração “pela graça sois salvos” significa que a salvação é obra de Deus e não do homem. O pecador é incapaz de salvar-se a si mesmo, pois seu coração é inclinado ao mal e sua vontade é escrava do pecado. Em outras palavras, à parte da obra da redenção o estado do homem é de morte espiritual.

Foi o apóstolo Paulo quem declarou “pela graça sois salvo” ao escrever aos cristãos de Éfeso. Ele diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

 

Por que “pela graça sois salvos”?

A expressão “pela graça sois salvos” faz parte da exposição do apóstolo Paulo acerca da extraordinária obra da salvação. Antes de escrever essas palavras, o apóstolo explica aos cristãos efésios que a Igreja foi planejada por Deus antes da fundação do mundo, e revela como a salvação é obra da Trindade Divina.

 

Paulo diz que os crentes foram eleitos pelo Pai na eternidade, redimidos pelo Filho e selados pelo Espírito (Efésios 1:1-14). Depois disso o apóstolo faz uma oração pela Igreja pedindo que Deus ilumine o entendimento dos crentes para que eles possam compreender essa verdade tão maravilhosa (Efésios 1:15-23).

 

Então na sequência o apóstolo fala sobre a posição dos crentes em Cristo. Ele ensina que os crentes foram reconciliados com Deus através de Cristo. O apóstolo diz que todos, judeus e gentios, sem exceção, estavam mortos em delitos e pecados. Todos andavam segundo o curso deste mundo e de acordo com o príncipe das potestades do ar. Todos viviam para satisfazer a vontade da carne e eram por natureza filhos da ira (Efésios 2:1-3).

 

Tudo isso indica a total depravação da raça humana; a impossibilidade do homem em se achegar a Deus por suas próprias forças. Por sua própria natureza e vontade o homem não pode fazer o bem espiritual diante de Deus. Na verdade ele nem mesmo é capaz de desejar as coisas que agradam ao Senhor.

 

Pela graça sois salvos, mediante a fé

Mas diante desse cenário desastroso, Deus, que é riquíssimo em misericórdia, revelou seu extraordinário amor. Sem que merecêssemos, estando nós ainda mortos em ofensas, Deus nos vivificou juntamente com Cristo, ressuscitando-nos juntamente com Ele; e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus para que a glória de sua graça fosse manifestada para todo sempre (Efésios 2:4-7). Por isso o apóstolo declara: “Pela graça sois salvos!” (Efésios 2:5,8).

 

A graça de Deus perdoa e salva o pecador da maior de todas as condenações. Essa graça é a expressão do amor de Deus para com homens culpados e indignos. O apóstolo ainda explica que essa graça salvadora nos alcança através da instrumentalidade da fé. Por isso ele diz “pela graça sois salvos, por meio da fé”. Essa fé, porém, não é qualquer tipo de fé, mas é a fé genuína, cujo objeto é unicamente Cristo. Somente a fé em Jesus Cristo é o canal da graça salvadora. Saiba o que é a fé.