terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Salmo 41 - Comentário Visão geral

Introdução ao Salmo 41, atribuído a Davi, tem, em sua estrutura geral e espírito, uma forte semelhança com o Salmo 38. A ocasião em que foi composto não é certamente conhecida; mas, assim, parece ter sido quando o autor estava sofrendo de doença corporal, não improvavelmente provocada por tristezas mentais causadas pela ingratidão de seus amigos, ou por aqueles próximos a ele em vida. É certo que seus sofrimentos corporais foram causados ou agravados pela negligência de seus amigos; pelo tratamento frio que deram a ele; por sua ingratidão para com ele; pelos relatos que circularam a seu respeito. Veja Salmo 38:11-12; compare Salmo 41:5-9. Certamente foi essa grosseria que aumentou muito seu sofrimento e que provavelmente deu ocasião ao salmo. Quem eram as pessoas que assim o trataram com abandono e frieza não pode agora ser averiguado; nem é necessário saber quem eles eram para apreciar o significado e a beleza do salmo. Sua conduta é descrita com tanta exatidão e sentimento, que não seria uma vantagem especial conhecer seus nomes.

O caso, portanto, no salmo é o de alguém que está doente; que é abandonado por seus amigos; que está sujeito a comentários indelicados tanto quando estão com ele como quando ausentes dele; de alguém, portanto, cujo único refúgio é Deus, e que olha para ele em busca de simpatia.

De acordo com essa visão, o salmo pode ser convenientemente dividido em quatro partes:

1 Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livrará no dia do mal.

2 O SENHOR o guardará, e o manterá vivo; ele será bem-aventurado na terra; e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.

3 O SENHOR o sustentará no leito de enfermidade; na doença dele tu mudas toda a sua cama.

 I. O salmista se detém no caráter abençoado de quem mostra compaixão ou bondade para com os pobres e sofredores; a bem-aventurança do homem que é misericordioso (Salmos 41:1-3). Esta é evidentemente uma reflexão forçada sobre ele pela conduta oposta daqueles que ele supôs que ele poderia ter considerado como seus amigos, e a quem ele tinha o direito de buscar simpatia e bondade. Em sua própria mente, portanto, ele contrasta sua conduta real com o caráter do homem verdadeiramente bom e misericordioso, e é levado, em poucas palavras, a descrever a felicidade que se seguiria se a bondade adequada fosse mostrada aos pobres e aflitos. Ele diz que o efeito de tal conduta seria:

 (a) que o Senhor libertaria tal pessoa no tempo de angústia (Salmo 41:1);

(b) que o Senhor o preservaria vivo (Salmo 41:2);

(c) que ele seria abençoado na terra (Salmos 41:2);

(d) que o Senhor não o entregaria à vontade de seus inimigos (Salmo 41:2);

(e) que ele o fortaleceria na cama de enfermidade (Salmo 41:3).

 4 Eu disse: SENHOR, tem piedade de mim, sara a minha alma, porque eu pequei contra ti.

 II. Um apelo a Deus por misericórdia e restauração da saúde, com uma humilde confissão de que era por seu próprio pecado que ele estava sofrendo; e com o propósito de não tentar se justificar, ou dizer que ele não merecia isso das mãos de Deus (Salmo 41:4). Ele não reclama de Deus, por mais que tenha oportunidade de se queixar de seus amigos.

 5 Meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando ele morrerá? Quando o nome dele perecerá?

6 E se algum deles vem me ver, fala coisas sem valor, e seu coração junta maldade; ele sai, e fala disso.

7 Todos os que me odeiam murmuram juntamente de mim; contra mim eles planejam o mal para mim, dizendo:

8 Uma doença maligna está posta sobre ele; e aquele que está deitado não se levantará mais.

9 Até o homem que era meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão; grandemente levantou contra mim seu calcanhar.

10 Porém tu, SENHOR, tem piedade de mim, e levanta-me; e eu lhes darei o pagamento que merecem.

11 Por isto eu sei que tu te agradas de mim: porque meu inimigo não se declara vencedor sobre mim;

12 E quanto a mim, tu me sustentas em minha sinceridade; e tu me puseste diante de ti para sempre.

13 Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, para todo o sempre! Amém e Amém!

 4. Uma fervorosa invocação da misericórdia de Deus e uma expressão da certeza confiante de seu favor encerra o salmo (Salmo 41:10-13).

 Este salmo, como o Salmo 38, que tanto se assemelha, é aquele que será sempre eminentemente útil para aqueles que são visitados com doenças e que, ao mesmo tempo, são privados da simpatia em seus sofrimentos de que os aflitos tanto precisam e desejam, e que, , em vez de simpatia, são submetidos à difamação e calúnia – seus inimigos aproveitando-se de sua condição para fazer circular boatos desfavoráveis ​​a respeito deles, e seus amigos até então professos retirando-se deles e se unindo a seus caluniadores e detratores. Esses casos podem não ser muito comuns no mundo, mas ocorrem com frequência suficiente para tornar apropriado que, em um livro que afirma ser inspirado e destinado para ser adaptado a todos os tempos e todas as classes de pessoas, eles devem ser referidos, e que devemos saber qual é a verdadeira fonte de consolo em tais problemas. [Barnes]

 Visão geral de Salmos

“O livro dos Salmos foi projetado para ser o livro de orações do povo de Deus enquanto esperam o Messias e seu reino vindouro”.

Laguna 31 de Janeiro 2023

Gercino Maximiano de Araujo

g.max.araujo@gmail.com

Blog: salvosparaservir-senhor.blogspot.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Salmo 90 Completo e comentado

Após o retorno dos expias, com informações negativas que condenou a quem tinha mais de 20 anos a morte no deserto, por pecar contra Deus, duvidando das suas promessas

  Moisés, relata situações da vida que aparentemente não tem solução. Moisés, quando escreveu este salmo, estava passando por momentos complicados no deserto, pois já tinha vivenciado dor e sofrimento. Podemos ler e orar este salmo clamando ao Senhor por segurança, paz, confiança.

 Salmo 90 Completo

 1 ) SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.

2 ) Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.

3) Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.

4)Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.

5) Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.

6) De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.

7) Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.

8) Diante de ti puseste as nossas iniquidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.

9) Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.

10) Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.

11) Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.

12) Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.

13) Volta-te para nós, Senhor; até quando? Aplaca-te para com os teus servos.

14) Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias.

15) Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.

16) Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.

17) E seja sobre nós a formosura do Senhor nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos. (Salmo 90:1-17 ACF)

 “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração”

Salmo 90:1-2_a mensagem

Os dois primeiros versículos remetem a uma segurança em Deus, pela Sua proteção, de geração em geração. Refúgio está ligado a Deus no sentido de abrigar o Seu povo (Salmos 91:9). Apenas no Senhor é que o povo encontrou paz, segurança e provou da proteção divina. Nós também podemos proclamar que Deus é nossa casa, nosso abrigo, nosso refúgio.

 Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou

 Nos versículos 4 e 5, Moisés parece estar triste ao dizer que a vida é curta demais, apesar de mostrar respeito a Deus. Como Deus é eterno, mil anos para Ele é totalmente diferente da percepção humana.

 É uma vida curta e que passa rapidamente, como as águas de uma enchente. O homem apenas floresce como a grama, que, quando chegar o inverno da velhice, murchará; mas ele pode ser destruído por doenças ou desastres. Ainda assim, aprendemos como Moisés que, tudo está nas mãos do Senhor.

Ensina-nos a contar nossos dias

Salmo 90:1

 Ensina-nos a contar nossos dias para alcançarmos sabedoria remete a reflexão de como a vida é breve. Se queremos aprender a verdadeira sabedoria, então devemos orar pedindo instrução ao Senhor. Esta oração é no sentido que Deus possa nos instruir a avaliar corretamente os dias, avaliar como temos vivido, quais são nossas prioridades como também a certeza que esses dias chegarão ao fim.

 Devemos buscar ao Senhor, buscar sabedoria do alto, temer ao Ele, que é o princípio da sabedoria e andar prudentemente. Portanto, o Salmo 90 mostra os aprendizados de Moisés durante sua vida, seus medos e fraquezas, mas também o respeito e reconhecimento que Deus está no controle e andar em segunda Sua vontade vai ser o melhor para nós.

Laguna 18 de janeiro den2023

Gercino Maximiano de Araujo

 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Os sinos da morte, Salmo 90;

Peço aos leitores me acompanhar numa viagem de imaginação santa.

Estamos no Sinai anos depois daquele relatório nefasto dos espias no deserto do Sinai em Cardes Berneia. O povo estava sem destino vagueando pelo deserto sem rumo em uma situação sem solução aparente, numa luta inglória.

A situação do acampamento era informada todos os dias pela manhã a Moisés; mortes, mortes, e mais mortes, essa era a notícia mais comum. O deserto tornou-se um cemitério. Cada vez que o povo levantava acampamento deixava para traz muitas e muitas sepulturas.

Num destes dias, Moisés, homem de Deus, entrou em desespero. Angustiado com a quantidade de mortos, se recolhe em seus aposentos, e prostrado !com o rosto em terra; apresenta esta oração perante ao Senhor.A eternidade de Deus, e a transitoriedade do homem,

Tem três divisões:

“1) A eternidade de Deus (1-6). Ele tem sido a morado dos crentes em todos os tempos. (2) - A rápidas sucessões das gerações humanas (3) – contraste com a eternidade dele.”

“2) A transitividade do homem (7-12) com especial referência a Israel. Notemos aqui o emprego de nós nos nossos.  A fragilidade do homem é frisada na estrofe anterior (5-6) mais aqui a causa dela domina o argumento; essa causa é o pecado.

“3) A oração do homem frágil ao Deus eterno (13-17) E uma oração pedindo, a restauração, pedindo o favor Divino ao seu povo. O Salmo expressa os pensamentos mais profundos dos homens piedosos. Ensina a mortalidade dos homens em palavras imortais.

90;1-2 Em meio a tantas mortes e a transitoriedade da vida, Moisés encontra consolo na eternidade do Senhor. Embora tudo mais defina e desapareça, Deus é imutável e refúgio seguro para seu povo, de eternidade em eternidade, ele é Deus “infinito, eterno, imutável em seu ser, Sabedoria, poder, santidade, justiça , bondade e verdade.

90;3-4 Moisés contrasta a eternidade de Deus com a brevidade do ser humano. Tem se a impressão de que, todos os dias , Deus ordena à vida: “tornai ao pó”,  como que força uma linha infinita a lançar-se para dentro de uma sepultura. Para o eterno os quase mil anos de idade dos primeiros seres caídos, são apenas como o dia de ontem em sua memória.

90;5-6 Para moisés a vida humana se parece com um sono:  o indivíduo dorme sonha e acorda no dia seguinte sem consciência da passagem do tempo. Ou por meio de outra ilustração, avida é como a relva que floresce fresca e verde pela manhã , porém murcha e seca no final da tarde. Conforme comentou Spurgeon: “ e plantada,, se desenvolve, multiplica, é colhida, moída e desaparece”.

90;7-10 Embora a morte seja o resultado da entrada do pecado no mundo,  Moisés percebe que aquelas  mortes no deserto representava um julgamento (ainda fosse, por quem pudesse julgar) “adendo meu” . Todos os que saíram do Egito cuja a idade fosse superior a vinte anos deveria morrer ante de chegar a Canaã. O soar dos sinos da morte era um sinal da ira de Deus contra seu povo, pois haviam acreditado no relatório negativo dos espias , em vez de marchar rumo a conquista de Canaã, conforme propuseram Cale e Josué. .E verdade que alguns conseguiram os setenta ou oitenta anos de idade, porém mesmos nesses casos, eram uma vida desagradável, cheia de doenças, cansaço e aborrecimentos, e logo morriam (esta é a verdade do v10 Quando nos pensamos nesses valores para o dia de hoje) “Inserção minha”.

 Tomar a palavra ao pé da letra, certas expressões precisão ser aplicadas a todas as pessoas em todos os tempos. Por exemplo a expressão do verso 9; “Todos os nossos dias se passam na tua ira”, devem ter um sentido bastante restrito. Talvez sejam a linguagem de Israel quando condenado a vaguear 38 anos, por causa dos seus pecados. Certamente Davi não diria assim quando escreveu: “Unicamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida”.  Ou o apóstolo Paulo quando escreveu: “ o amor de Deus tem sido derramado em nossos corações pelo o Espirito Santo”. Seria uma coisa bastante triste  se a nossa teologia, fosse limitada à concepção de Deus revelada nos Salmos, antes que a luz do Evangelho de Jesus Cristo, tivesse transformado todas as perspectivas dos homens piedosos. 2 Tm 1:10.

O último versículo dos Salmo é muito precioso, especialmente para que trabalha com as mãos. Que nosso serviço pode ser aprovado, abençoado, e estabelecido por Deus, é uma coisa excelente para uma pessoa piedosa.

 

Bibliografia: A Bíblia Explicada: S.E. McNair

Comentário Bíblico Popular: William MacDonald

 

Gercino M. Araujo

Laguna SC 16 de Janeiro 2023 –“A paz de Cristo Jesus seja a sua constante companhia “

 


terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Dez minutos no Inferno!

Ao ler este título, os meus olhos se prenderam-no, estava publicado na coluna de um jornal; cujo fechamento foi umas ilustrações históricas; espetáculo que professava delinear algumas das grandes desgraças de anos recentes. “Dez minutos no inferno” Um naufrágio, um terremoto, um incêndio, e aí esta o inferno! Na verdade, eu pensei, o diabo está procurando acostumar as suas vítimas a um tal futuro, ou antes apresentar-lhes com um caráter menos temível do que faz Deus, convencendo-lhes que será suportável quanto a tudo isso; ou melhor ainda, que para eles nunca há de existir. O católico faz do seu inferno um purgatório, donde pode escapar depois de um tempo de provação; o incrédulo moderno adota a teoria de uma aniquilação, ou do castigo não eterno, como meio de terminar o sofrimento; e o frívolo, leva o assunto inteiro ao ridículo. Que diz porém, a Palavra de Deus? “O inferno é fogo que nunca se apaga” (Mc 9:45). “Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas lançou lhe abaixo para o inferno, e entregou-lhes as cadeias de trevas, para serem reservados para o juízo” (2Pe 2:4) “Os ímpios serão lançados no inferno, todas as nações que se esqueceram de Deus” (Sl 9:17) .Nem na Inglaterra, nem em Portugal, nem qualquer nação europeia pode se esquivar a este juízo. Eles acima de todos podia ter retido o conhecimento de Deus, esquecendo-se dEele, estão sem desculpa. (Rm 1).

O inferno não foi preparado para o caro leitor. É “preparado para o diabo e os seus anjos” (Mt 25:41), e para o rei que há de erguer-se em oposição a Cristo; “para o rei esta preparado” (Is 30:33). Aos pecadores Deus oferece um Salvador (At 5:31); pelos pecadores, preparou Deus um lar de glória, e prazeres eternos na Sua destra, e Ele condescendente em instar contigo para que gozes daquilo que tem provido para tí agora e depois. Somente recorda-te, querido leitor, de que o voltares-te destas coisas é assegurar-se para te sorte tremenda; não ”dez minutos no inferno”, senão a eternidade no lago de fogo. Escrito está, “e a morte e o inferno foram lançado no lago de fogo”... e todo o que não achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. “E a fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos” Ap 20:14,15;14:11).

Laguna SC 06/12/2022

Gercino Maximiano de Araujo

Bibliografia:

Coletânea

Evangélica

Betel

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Ministério e Governo na Igreja

“Cada um administre aos outros o dom como recebeu, como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar fale segundo as palavras de Deus; Se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amem”. I Pedro 4.10-11.

Esta publicação não tem propósito de ensinar, é antes um exame com o fim de verificar possíveis erros nas interpretações que apresenta. É ela dirigida aos crentes que se interessam em alcançar conhecimentos ´para prática do cristianismo em simplicidade e verdade com espirito piedoso. Se houver efe

Comecemos o exame em Efésio 4.7-16; vrs 7 – “A cada um de nós foi concedido a graça conforme a medida em que Cristo a distribuiu; vrs 8,9,10 – pelo que diz: Subindo ao alto levou os cativos e deu dons aos homens: quanto ao dizer que subiu que é senão que também antes tinha descido às partes mais baixa da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus para cumprir todas as coisas (para levar o universo a perfeição). Vrs 11 assim foi que destinou uns para apóstolo, e outros para profetas, outros para evangelista e outros para pastores e mestres”

 E para que fim foram concedido todos esses dons (aqui especificados).vrs 12 – “Tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para o trabalho do ministério, para edificação do corpo de Cristo ( por meio de doutrinamento é claro)”.

Sobre esta Escritura encontra-se na Bíblia explicada a interpretação de Grant. Diz ele:)- “O aperfeiçoamento dos santos, sendo os santos membros do corpo de Cristo, seria evidentemente o colocar cada um deles no seu lugar, esse lugar é de ministério, pois tal é a função de cada membro, Cada um tem o seu préstimo, e a edificação do corpo depende da justa operação de cada parte”.

Ministério em sentido bíblico significa “múnus eclesiástico”, cargos ou funções que o crente tem de exercer da parte de Deus. Não é só quando se abre a Bíblia e doutrina que se chama de ministério. Quando um crente te o dom de exercer misericórdia está ocupado e, fazer um bem a alguém necessitado, no espírito do Senhor, ele está oficiando no seu ministério.

Volte-se ao assunto do vrs 11;vrs 13 – Todos esses dons do vr 11 e também dos demais com exceção  do de apostolo Paulo, serão concedido até o fim da dispensação cristã. Visam à unidade da fé, o conhecimento do Filho de Deus, a virilidade da vida espiritual”,vrs 14 guardar o crentes contra erros e astúcias de homens fraudulento; Vrs 15 para que seguindo elas a verdade em caridade, alcancem crescimento em tudo, naquele que é a cabeça, Cristo; Vrs 16 – “em quem o corpo todo se organiza e se mantém firme pois, segundo a edificação ele que toda a junta supre, segundo a edificação em si mesmo em amor.

Se for assim os crente precisão tomar conhecimentos dos seus dons, pois são encargos ou funções que recebem do Senhor para cumpri-los; e, às igrejas cabe interessar-se em discernir-lhes os dons, para com eles cooperarem. Não é questão de nomes ou títulos de efeito social ou de envaidecimento, mas de importância espiritual na igreja, no sentido da boa ordem na vida eclesiástica.

Tratando-se da convivência entre os crentes em relação, ao préstimo Espiritual de cada um, encontram-se em Romanos 12:3-8 ensinos interessante que merece meditação, bem como uma série de sete dons que ajudam os crentes compreenderem o lugar que ocupam na igreja que é pela vontade de Deus e para o bem da coletividade:

1)         “Se profecia, seja ela segundo a medida da fé (exegese e comentário. Interpretação e ensino);

2)         Se ministério, ministrar – cargo ou funções que tenham recebidos);

3)         Se for ensinar; haja dedicação;

4)         O que exorta, use esse dom para exortar (aconselhar, induzir, convencer, consolar etc);

5)         Repartir, faça-o com simplicidade (distribuir benefícios esmoler);

6)         Presidir, com cuidado (superintender, governar, manter ordem);

7)         O que exercita misericórdia, com alegria (compaixão pelas faltas de outros, pelas necessidades alheias, e atendimento)”.

Assembleia quer dizer entre os cristãos, uma reunião oficial da Igreja onde os crentes sentem-se em pé de igualdade espiritual, sem distinguir dons ou de posição oficial: todos formam O sacerdócio Cristão.

 O prejuízo em não se distinguir os ministérios distribuído pelo Senhor, fica claro ao observarmos como andavam na igreja aos Coríntios 1 Cor 12:7-11 e 14:26-33, entendemos que o Espírito quer estar livre desimpedido para usar quem ele quiser: a manifestação do Espirito é dada a cada um para o que for útil; v 7 “e um só Espirito é o mesmo que opera todas as coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (vr 11)”.

 Como se vê do exposto, todos os crentes são chamados a exercer seu Ministério.

 BibliografiaColetânea 

Evangélica Betel

Gercino Maximiano de Araujo

Laguna SC

 

 

 


sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A disciplina do Presbítero

  Ao que sabemos, o único lugar no Novo Testamento que trata claramente da disciplina do ancião ou presbítero é 1 Tim 5.18-19, que como se vê, é uma instrução dada a um cooperador apostólico. Isso por certo não quererá dizer que, por não existir mais um ((delegado apostólico)), o ancião que se desmanda fique impune. A igreja que tem o dever de honrá-lo, quando anda bem, terá o dever de reprová-lo quando andar mal. Parece-nos que o louvor e a censura, são dois lados de um mesmo direito. Assim, a (( boa posição e muita confiança)) adquirida pelo presbítero, não lhe porá a salvo da repressão: pelo contrário, o trato com ele será mais severo. ((Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos para que também os outros tenham temor)). 1 Tim 5.20).

O apóstolo Paulo dá-nos uma ilustração disso, reprendendo a Pedro ((na presença de todos)) por causa da sua dissimulação. (Gálatas 211-14). E a atitude de Pedro, homem espiritual, para com aquele que tão severamente o tratara, se poderá julgar pelo modo como a ele se referiu mais tarde – em uma de suas cartas: ((nosso amado irmão Paulo)), 2 Pedro 3.15.

 Contudo, a Igreja há de proceder nesse como em outros casos análogos, já se vê, pelos meios aconselhados pelas as Escrituras, pela prudência e pelo bom senso:

 

a)   Antes de tudo qualquer acusação contra presbítero, só deverá ser aceita mediante duas ou três testemunhas que mereçam fé, 1Tim 5.19;

b)   Se o caso for de repreensão, essa deverá ser feita pelos anciãos que estiverem de pé, apoiados pela assembleia;

c)   O pecado e atitude do presbítero, determinarão ou não o seu afastamento das suas atividades na igreja e, talvez, mesmo da mesa do Senhor;

d)   Poderá ser tão escandalosa a queda do presbítero que este, mesmo sinceramente arrependido, não viverá bastante tempo para de novo adquirir a (( a boa posição e confiança perdidas, e assim continuar sua obra.

         A assembleia precisa de um bom grau de espiritualidade: de fazer bom uso de sua liberdade de deliberar só em unanimidade, especialmente nesse e em outros casos que haja falta de determinação específica nas Escrituras.

 

E poderoso é Deus para afirmar, Rom 14.4

 Obra: Gerson Antunes;

Transcrito por: Gercino M. Araujo

Laguna SC 14 de Outubro 2022

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Morto desde a fundação do mundo

 


Ainda que isso seja extraordinário, João diz-nos que nosso Senhor Jesus Cristo é “o Cordeiro que foi morto desde fundação do mundo” (Ap 13:8).

É verdade? Nos propósitos de Deus, para Quem não passado nem futuro, mas sim um eterno presente, bem manifesto a toda sua presciência, e consciência, a primeira vinda de nosso Salvador, a este mundo pelo Pai determinada, pelo o Filho oferecida (João 3:16; 10:17; Hebreus 10:7). Era como se tivesse já efetuado.

Assim, desde que o primeiro homem pecou, Deus podia perdoar a qualquer pecador que se arrependesse de suas culpas e a Ele se chegasse, não conhecendo, é certo ainda, a obra do calvário, mas confiando que Deus, na Sua misericórdia e poder, teria um meio de salvação.

Deus na sua presciência, e eterno propósito, perdoava já, porque estava atentando para a obra que seu Filho efetuaria, séculos mais tarde, no alto do carvalho. Efetuaria, quanto ao tempo, ou à sua manifestação a olhos humanos. Para Deus era como já efetuada. Fato consumado.

Gercino

Maximiano

De Araujo

Bibliografia: Coletânea Evangélica Betel

GWO do “Semeador Batista